Grandes áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Lingüística, Letras e Artes.
Área de conhecimento específica: Comunicação.
Áreas de conhecimento afins: Sociologia, Filosofia, Antropologia, Ciência Política, Ciência da Informação, Psicologia, Psicanálise, Artes, Literatura, Educação, História, Geografia e Economia.
Campo temático nuclear:
a) articulação, modulação e estruturação da existência humana pelas tecnologias e redes virtuais;
b) especificidade da cultura e da vida social contemporânea, fincados nessas tecnologias e redes;
c) relação entre ente humano, máquina e redes nesse contexto.
Palavras-chave: crítica; técnica, velocidade; comunicação, signo, significação; cibercultura, dromocracia, media interativos, informatização social; redes digitais, cyberspace; tempo real, virtualidade; existência, imaginário; violência; neo-utopias.
Perspectivas teóricas contempladas: semiótica, fenomenologia, teoria crítica, psicanálise, sociopsicanálise, teoria do conhecimento e da linguagem, estudos culturais, pós-estruturalismo, teorias da cultura pós-moderna, neo-marxismo, teoria das mediações, crítica da técnica e das tendências tecnológicas, dromologia, sociologia e antropologia políticas da cultura mediática e outras modalidades independentes de crítica da organização atual da civilização.
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O Centro de Pesquisas em Comunicação e Cibercultura, objeto do presente documento e doravante nomeado CENCIB, consiste em instituição estritamente acadêmica, sem fins lucrativos, baseada no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PEPGCOS-PUC/SP) e voltada para o desenvolvimento de estudos e pesquisas teóricas e para a produção avançada da crítica conceitual acerca do que há de mais atual em matéria de reflexão na área de Comunicação: a chamada cibercultura, configuração social-histórica internacionalmente consolidada ao longo dos últimos vinte anos e encarada, no âmbito do CENCIB, de maneira apropriadamente ampla, na acepção mais antropológica que sociológica, como sinônimo extensivo do conceito de sociedade ou de civilização, e que, em sua especificidade, implica tanto fatores vinculados ao cyberspace – como ambiência e processo complexo de comunicação e como eixo prioritário de irradiação ampliada da aculturação informática no mundo inteiro –, quanto fatores que, em âmbito off line, concernem à matriz digital e virtual de tecnologias e redes comunicacionais.
Nessa direção, o CENCIB, como centro de excelência, envolve, em sua natureza e função pública, sistemática investigação, profunda discussão e, conseqüentemente, trabalho de inovação epistemológica a respeito da significação social-histórica desses elementos e das mudanças por eles condicionadas em diferentes setores da vida humana.
O cumprimento de tais tarefas implica necessariamente, (a) a dissecação dos fundamentos, das estruturas e processos, dos produtos e cenários, dos impactos e tendências da cibercultura e do cyberspace na área social, política, econômica, educacional, jurídica e ética; (b) a determinação das relações entre cibercultura, contexto social-histórico e media interativos; e (c) a especificação teórico-conceitual da lógica da vida humana na fase atual do desenvolvimento tecnocientífico. Tal produção acadêmica, por seu turno, é levada a cabo pelo CENCIB na base de três eixos programáticos, a serem discutidos e melhor definidos pelos(as) membros(as) permanentes da instituição:
1) eixo analítico-procedimental: o trabalho da categoria da crítica, teoricamente renovada, epistemologicamente reescalonada e metodologicamente reinventada;
2) eixo teórico tendencial: semiótica, fenomenologia, teoria crítica, psicanálise, sociopsicanálise, teoria do conhecimento e da linguagem, estudos culturais, pós-estruturalismo, teorias da cultura pós-moderna, neo-marxismo, teoria das mediações, crítica da técnica e das tendências tecnológicas, teoria dromológica, sociologia e antropologia políticas da cultura mediática e outras modalidades independentes de crítica da organização atual da civilização;
3) eixo epistemológico (básico): técnica, velocidade tecnológica; comunicação, signo, significação; cibercultura, dromocracia, media interativos, informatização social; redes digitais, cyberspace; tempo real, virtualidade; existência, imaginário, morte; corpo, alteridade; violência, guerra, terror, totalitarismo, caos; utopias tecnológicas.
Tais eixos são recortados por outro, o quarto, de caráter temático, cujo diâmetro se confunde com o próprio universo simbólico do CENCIB (grade temática).
Interdisciplinaridade intra- e interinstitucional
O CENCIB se pauta, desde a sua origem, por intensiva e extensiva atuação intra- e interinstitucional.
Como instituição interdisciplinar, situando-se na confluência das grandes áreas de Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Letras, Lingüística e Artes, o CENCIB está, por afinidade científica e constituição programática, fincado – conforme anteriormente sinalizado – na área de Comunicação e, a partir dela, produz as necessárias e imanentes interfaces temáticas, teóricas, epistemológicas e metodológicas com as áreas de Ciência da Informação, Semiótica, Filosofia, Estética, Sociologia, Ciência Política, Antropologia, Psicologia, Psicanálise, História, Artes, Literatura, Educação, Geografia e Economia.
Como entidade intrainstitucional, o CENCIB configura nexo identitário entre pesquisadores(as) e/ou Grupos de Pesquisa da PUC/SP, em especial do COS, articulados direta ou indiretamente em torno das temáticas de referência do Centro;
Como entidade interinstitucional, o CENCIB destina-se ao intercâmbio bilateral de cooperação científica com pesquisadores(as) e Grupos, Núcleos, Centros e Institutos de Pesquisa baseados em Programas de Pós-Graduação nacionais e estrangeiros, pertinentes às áreas de conhecimento apontadas. Tal vocação estende-se para os domínios da Graduação e, de resto, para instituições civis, acadêmicas ou não – do Estado, privadas ou do terceiro setor –, com características semelhantes às do Centro e/ou com desígnios idênticos ou afins. |